30.4.11

Maio chegou!

Maio chegou! 

Finalmente, o frio pede suas férias anuais, retornando  somente em outubro. 

Por isso, devo me demorar menos nas minhas próximas "escrevinhanças",  pois quero apreciar o calor desse  solzinho maravilhoso(!) que já brilha lá fora.

Minha quase ausência no mês de abril, devidamente explicada no post anterior e, possivelmente,  não lida por muitos, tinha prazo determinado para terminar, condição essa imposta por mim. 

Acordei! Estou viva! É o Sol!

Como é mágico esse sujeitinho, não é mesmo?

Ele aparece e transforma tudo a nossa volta.

O escuro fica claro, o marrom fica verde, o gelo vira água que retoma seu fluir, o vento - aquele vento chato do outono - agora é mais morninho. E a gente demonstra mais alegria. Coisas  do Sol!
 
Por aqui, as estações do ano transformam tudo e a todos com suas peculiaridades e diferenças, fazendo a nossa vida    mais significativa.

A Primavera.

Na primavera, preparam-se os jardins para receber novas flores e os campos novas sementes. 
 
Minhas florzinhas de terraço 

são semeadas - restantes das sementes trazidas do Brasil. Uma contravenção, eu sei.   O que teria  sido das batatas  sem essas contravenções.  Aqui estão as batatas, ops, as florzinhas. Essas são do ano passado; elas morreram  por causa da neve. Veja como ficou o vaso.




As árvores frutíferas escandalizam com suas flores rosas, brancas e amarelas.

Ah, o sol! 

No verão, quando ele é mais visível, tudo fica possível.  
Nos tornamos mais receptivos, afetuosos, românticos. Assim como as flores do campo, nos abrimos todo para a vida com a sua presença.

Os jardins têm sua grama semanalmente aparada, novas flores são replantadas, mesas e cadeiras postas para fora: tudo pronto para se curtir o sol.


Ai, convidamos os amigos prum churrasquinho maneiro, com muita carne suína, linguiça e cerveja. Carne bovina por aqui, nem pensar:  é muito caro. Raramente está presente nos churrascos.

O Verão.

No verão, fazemos longas caminhadas pelas margens dos canais e dos rios e nas florestas. Tomamos sorvetes na cidade, num lugar qualquer, onde se possa também saborear um café com um pedaço de torta por horas, só pra ficar mais um bocadinho na presença do sol. 



O Outono!

No outono, é quando fazem as colheitas; as flores começam a minguar,  recolhe-se o feno para os animais no inverno. Já não se ouve, também,  aquele barulho desagradável do cortador de grama nos jardins ao redor.
Os ventos agitam as folhas, que antes eram verdes, agora adquirem outras cores: amarelo, vermelho e marron e já principiam a cair. 

Os pássaros fogem para o sul. O brilho e o calor  do sol vão se distanciando. As janelas das casas são fechadas mais cedo. E o silêncio é quase uma necessidade para a grande meditação coletiva do inverno.

O Inverno.

No inverno,  tudo se aconchega: os animais nos estábulos, as pessoas em casa diante da lareira  e das velinhas acesas. 

O dias ficam mais curtos e as noites mas longas.

Agora, há na paisagem pouco verde que dá lugar ao branco da neve. As árvores parecem mortas... mas há vida por baixo desse branco. 

Por aqui é assim. E somos e agimos como as estações

Somente quem vive em lugares, onde elas são bem demarcadas,  pode perceber, entender e viver esse processo. 

Desejo a todos uma feliz primavera e um verão sopimpa.


Por Maria Aparecida Roque-Kottkamp

José Saramago, Drauzio Varella e outras pessoas famosas falando sobre ateísmo, pecado e Deus.

Pensa-se que para ser bom e de carater necessita-se de uma religão e da crença numa divindade. 

 
Veja, no vídeo do fantástico, quanta gente boa, de excelente carater, produtiva, comprometida com projetos grandiosos em favor de outros, com uma super ética, ateia.

E eles representam apenas apenas 1/%. Já imaginou se esse número fosse maior?

Isso me faz pensar que,  se tivéssemos nos preocupados mais com o aqui e o agora, em marcar nossa presença através de atos mais construtivos - como  esses cidadãos ateus - não tivesse perdido tempo com beatices, certamente teríamos conseguindo um mundo melhor para todos.  

 

Desabafo do Dr. Varela sobre seu ateísmo: "Todos têm o direito de ser o que desejar ser, inclusive o de ser ateu" - também penso assim.
O que importa é o caráter. 

Há tanta gente que vai,  regularmente, às igrejas,  reza todos os dias para os santos, os anjos e ao Cristo mas que,  no dia-a-dia,  corrompe, mente, engana, rouba e até matam. 
   

José Saramago  questionado pela folha de São Paulo sobre a existência de Deus, responde: veja no vídeo.
Relatos de pessoas brilhantes que marcam  sua presença no mundo   mais pelas atitude, pelo trabalho e pela ética sem, no entanto, sem vínculo com nenhuma religião ou com Deus.

Maria Aparecida Roque - Kottkamp

5.4.11

abril

Estamos começando o mês de abril. Ou é o mês de abril que está começando? Estamos começando no mês de abril. Começando... Começando o que?

Por minha vez, estou começando a escrever este texto que por acaso está acontecendo no mês de abril.

April... macht alles, was er will“ - dizem os alemães, que traduzindo é mais ou menos isso: „ No mês de abril pode nevar, chover, fazer sol e ventar. O mês de abril faz o que quer. Tudo pode acontecer neste mês.

O que poderá nos proporcionar um mês? Este mês?

Na verdade um mês é só uma palavra.

Se eu ler mês ao contrário vira sem. Abril escrito ao contrário pode ser lido lirba. Lirba não significa nada. Procurei no dicionário, e não encontrei nada, a não ser nome de empresas e de pessoas que para mim não dizem nada!   

Veja que, quando escrevo uma palavra ao contrário, a gente pode dessignificá-la e acabar com a sua graça.Ela passa a ser nada muitas vezes. Eu posso transformá-la num monte de letrinhas deficientes. Ela perde a voz, o sentido, como o próprio sêm de lirba é pra mim: sem sentido.

Mas se continuarmos com o anagrama - isso se chama anagrama - a palavra abril pode também virar lirba. Mas não quero ir nessa direção, pois lirba lembra libra que lembra balança, que lembra justiça, que lembra dinheiro, que lembra poder, submissão, corrupção, prostituição, caução: todos com significados muito pesados e estressantes para mim.
Voltando ao tema em questão, pergunto o que reserva para nós este sêm, este lirba? 

Pensei bem sobre isso e tomei uma decisão: não quero ter parte alguma com os acontecimentos deste mês.

Vou desligar a tv, o rádio, o telefone e a internet. Ih..., esqueci-me do celular. Vou desligar também! Não me telefone!

Quero me alienar, me esconder, dormir por alguns dias, dormir no sêm de lirba, no sêm da mentira, no sêm significado, e só acordar em oiam. Repito, não quero ter nada a ver com este sêm.

Tsunamis, terremotos, vazamentos nucleares, terríveis assassinatos, novas guerras... Que expluda o mundo! Quero estar dormindo!

Quero dormir... dormir...e dormir ainda mais.

Quero estar nem aí. Não quero ter ligação nenhuma com nada e ninguém. E o que acontecer com Ioko, Hans, Muhamad, John não vai me afetar. Onde quer que estejam, suas tristezas, seus dramas, suas tragédias e perdas não serão imagens e nem vozes para mim, porque estarei dormindo no sêm de lirba, sêm da mentira.

Vou desligar todos os fios, me desconectar do mundo. Vou fazer isso por minha saúde mental. O sêm de março é o culpado por isso. Foi muito turbulento, atrevido, estressou meio mundo e se foi sem olhar pra trás. E eu também vou. Se ele pode, eu também. Então, vou terminar logo com esse blá-blá-blá que ficando chato, e vou-me.

E só volto no sêm de maio. Ops, oiam. Sêm (das) noivas, sêm (da)abolição, sêm (do)trabalho, mês dos acontecimentos bons.

Agora, fui mesmo! Bizzz...


Maria A. Roque-Kottkamp



 

29.3.11

O Mágico de Oz - e O Mundo dos Sonhos Possíveis


O Mágico de Oz foi (é) um filme atemporal! Mesmo quando já vimos tudo de cinema, milhares de filmes (em cor), com suas ricas produções e tecnologia moderna, O Mágico de Oz continua encantando os corações simples, ou mesmo a cinéfilos de gosto mais apurado, que sabem que qualidade e beleza não têm idade.
O Filme, um musical, foi produzido em 1939, tendo como atriz principal Judy Garland, na época ainda com 16 anos. Ela interpreta a garotinha Dorothy, que uma dia pede às estrelas para levá-la  ao outro lado do arco-íris.
Num dia qualquer, ela e seu cachorrinho, Toto, são levados por um tornado de sua fazenda, no Kansas, para uma lugar habitado por seres nem tão diferentes assim daqueles em Kansas, onde a luta entre o bem e o mal continua.
Dorothy quer voltar, para tanto precisa da ajuda de um misterioso mágico, um charlatão encantador. Acompanhada do homem de lata sem coração, do medroso leão, do espantalho, que queria pensar como ser humano, e do Totó, vai em busca do mágico para que ele a ajude a encontrar o caminho de volta a casa. 
O filme foi premiado com dois Oscars: Óscar Especial para Judy Garland e Óscar de melhor Trilha Sonora e Melhor Canção.
As músicas são interpretadas por vários personagens da fábula; a mais conhecida delas - Over The Rainbow - é cantada pela jovem Dorothy (Judy Garland).
O Mágico de Oz conta uma história de magia que ainda hoje encanta pessoas de todas as idades.
SOMEWHERE OVER THE RAINBOW, parte da trilha sonora e principal canção do filme,  foi reinterpretada lindamente por Israel Kamakawiwo, mais conhecido como IZ, falecido em 1997. E ainda hoje é tocada diariamente nas rádios daqui da Alemanha.
 
Quem nunca pensou em ser levado, assim como Dorothy, por um ciclone, por um disco voador, ou mesmo fugir com as próprias pernas para um lugar além do arco-íris? Fugir para um lugar encantado, onde só coisas boas aconteçam?
Uma fantasia que muitos, acredito, têm algumas vezes na vida: essa de fugir para um lugar só nosso, quando as coisas ficam pesadas demais. Fugir para um mundo,  em cujo cenário não há espaço para  coisas desagradáveis. É...esse lugar existe. 
Mesmo que seja apenas num sonho. É um lugar secreto, só nosso. Cada um pode vê-lo e pode senti-lo. Ele tem cor, tem cheiro e som.  
Nele há cachoeiras, animais, flores nas cores que você desejar.
Os bichos falam e as flores andam; as águas são cristalinas, o vento é manso, música suave para os ouvidos. Nesse mundo, você é o arquiteto e o decorador
Nele, você é Totó, é o Mágico, o Espantalho, a relva onde se deita, o sol ao longe... nele, você é você mesmo.
Esse paraíso é o refúgio para onde você poderá ir quando estiver cansado e quando as coisas da vida ficarem insuportáveis. Nele, poderá encontrar alívio para o seu cansaço e diminuir as suas dores; abrindo o seu espírito e sossegando o seu coração.
Como é um sonho, não poderá se demorar muito. A outra vida lhe cobra o retorno. Deve ficar somente  o tempo necessário. Nem mais, nem menos.
Refeito, retorne ao mundo das causas e dos efeitos, trazendo consigo a sensação de leveza, e a certeza de que, se a vida aqui ficar pesada demais novamente, você poderá correr para lá sempre que precisar.
Esse é o seu lar interior. 

Por: Maria A. Roque-Kottkamp